segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Buenos Aires - Parte 3 - La Boca.

Assim que o taxista parou na esquina de uma espécie de bar, pude ver bem na minha frente o estádio mais famoso da Argentina, La Bombonera.

Eu não sou uma fanática por futebol, mas assisto alguns jogos, as vezes acompanho resultados e como boa palmeirense adoro cornetar os rivais hahahaha.

Bom, o nosso roteiro era bem simples, chegar comprar o ingresso para o museu e seguir para o Carminito, mas, chegando lá, além do ingresso para visitar o acervo do museu de la Pasión Boquense , também compramos o ticket para fazer o tour guiado dentro no estádio. uhulll!

O museu  La Pasión Boquense é grandiosamente rico em história e material, eles têm um acervo bem interessante de fotos, camisas, troféus....  para quem gosta de futebol é o gol de placa inteiro, sem dúvidas! rs

Depois do museu, seguimos para o tour dentro do estádio, o guia conta toda história do clube desde o início, as vistórias históricas, as curiosidades e claro que o Dieguito Maradona tem participação impar em tudo isso. ahahahahah

Visitamos praticamento todos os pontos principais, inclusive o vestiário, sala de imprensa, etc. No final, você tem a opção de tirar foto com a taça da libertadores, eu não resisti, apesar do preço salgado por uma única fotinha rs

Saindo do La Bombonera, andando pelas ruas, confesso que fiquei meio apreensiva, o bairro é bem humilde, não se vê muita gente pelas ruas e quando parei uma senhora para perguntar se estávamos no caminho certo, ela se assustou, mas nos deu a informação e orientou para que tomássemos cuidado porque ali não era uma área segura, no mesmo instante, um outro rapaz passou por nós e começou a brigar com a senhora, dizendo que ela não deveria ter dito aquilo para a gente, que o bairro era seguro sim hahahahahahaha vai entender!

Depois de alguns minutos, lá estava ela, El Carminito, impossível não reconhecer todo aquele colorido. Ali, o clima já era bem diferente, ouvia-se música por todo lado, via-se muitas banquinhas de souvenir tentando chamar atenção da clientela e mais abaixo, as famosas casinhas coloridas, que eram casas típicas dos imigrantes italianos e foram pintadas em várias cores porque os imigrantes usaram a tinta que sobrava nas oficinas do porto.... Na minha humilde opinião, ficaram super charmosas. rs

Andamos um pouco pelas ruas, paramos em algumas das milhares de lojas, e seguimos para a famosa e despretensiosa loja da Havana (ela fica num ponto bem estratégico rs), fizemos nossas comprinhas hahahah assim como em outras galerias de artes/souvernirs e paramos em um restaurante italiano (amor maior); Nossa mesa era na parte externa e enquanto a gente almoçava, um showzinho de tango bem particular acontecia bem na nossa frente, Ôh sorte!
Poderia ficar ali por horas, comendo, observando, apreciando, que delicinha que é esse tal de Carminito viu! Que riqueza singular, que cultura distinta. Amei, amei, amei!!!!

E a minha impressão de La Boca foi: Acho que o bairro é realmente especial por aglomerar tanta cultura, música e futebol em um espaço tão pequeno. É uma experiência impar.
Me senti, por um momento, fora de Buenos Aires... e que engraçado, uma mesma cidade com bairros de características tão peculiares.
Super recomendo, mas também passaria as mesmas orientações que me passaram, tome cuidado, não leve nada de muito valor, fique atenta.. De resto, é só aproveitar! ;)


Dentro do museu



Forlanzinho





esse é o miguel, ele trabalhava no museu, falava português super bem, era super simpático, cantava michel teló e fazia piadinhas contra o "cúrinthians", tem como não amar? hahaha




Visita guiada


El Carminito :)


A loja da Havana bem centralizada rs
  



Somewhere in Carminito...

O showzinho de tango enquanto a gente almoçava...

Melhor fettuccine de molho rosé da vida s2

Ôhh sorteeee!!! 

Um videozinho do show de tango... 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Buenos Aires - Parte 2: Palermo + balada.

Nosso destino no terceiro dia era Palermo, um dos bairros mais nobre de Buenos Aires.

Acordamos cedo, tomamos café e nos orientamos como podíamos chegar em Palermo, o pessoal do hostel é muito gente fina, eles dão váriass dicas, são jovens, descolados e muito animados hahahah.

Nos indicaram o metrô, confeso que tenho meio medinho de usar metrô quando não conheço o lugar, não me perguntem o porquê, mas o cara do hostel disse para não nos preocuparmos porque sairíamos muito bem rs.

A estação subterrânea, ficava em frente ao hostel e seguimos rumo a linha azul (não lembro mais se era a azul mesmo). Nos perdemos um pouquinho, mas chegamos vivas ao destino final! hahahaha

Palermo representa o maior dos bairros de Buenos Aires e é subdivido em: Bosques de Palermo, Palermo Chico, Palermo Hollywood e Palermo Soho.
Há muitas atrações para ver em Palermo, além de seus exuberantes jardins, há lugares muito importantes como: o Zoológico, Plaza Itália, Jardim Botânico, El Rosedal, o Planetário Galileo Galiei e muitos outros...

O dia foi bem longo, a primeira parada foi um parque (não lembro o nome, sorry) , me lembrou o Taquaral de Campinas, super calminho, relaxante, várias pessoas descansando, fazendo caminhada...

Nosso próximo destino era o Jardim Japonês, que representa um parque típico do Japão (ah mentira? rs), com lagos, cachoeiras e existem muitas espécies de plantas. É bem lindo!

Paga-se cerca de $50,00 pesos (não lembro o valor ao certo) e você tem acesso livre ao parque.
Lá dentro, além da belíssima paisagem e lagos, tem um restaurante típico, uma casa de chá, uma espécie de biblioteca e eu li em algum lugar que tem um salão de beleza, sim, um salão de beleza hahahah.

O legal é ir com bastante tempo para passar o dia todo; é um lugar bem gostoso de se apreciar, meditar e relaxar. Porém como nosso tempo estava contado, não conseguimos visitar tudo. Então, demos uma volta em quase todo o parque e paramos em um lojinha de lembrancinhas (ai essas lojinhas...grrr).

Próxima parada: El Rosedal.

No meio do caminho para o El Rosedal, vimos o planetário Galileo Galilei de longe e também passamos no monumento aos espanhóis. O monumento fica em uma fonte e representa a celebração do centenário da Revolução de Maio. O sol estava muito forte, então não ficamos muito tempo e já seguimos para o Rosedal.

A região de Palermo é bem arborizada, pelo caminho encontramos várias praças/parques lindíssimos e bem cuidados. Tinha muita gente passeando com os cachorros, todos lindos. Ahh uma coisa legal que não vi por lá é cachorro abandonado. Já tinha lido em alguma lugar que os argentinos são apaixonados por cachorros. s2

Uns 15 minutos de caminhada depois e já estávamos no nosso destino, El Rosedal.
O Rosedal é um jardim de rosas, com mais de 18,000 roseiras de espécies diferentes, provindas de vários lugares do mundo. Possui um lago onde você pode alugar barquinhos para passear, ou apenas apreciar em cima da ponte, enquanto os patos/gansos passam de um lado para o outro.

O jardim é de tirar o fôlego, posso dizer que foi um dos lugares mais lindo que vi em Buenos Aires, você chega a não acreditar na quantidade de espécies de rosas, de todas as cores, tamanhos e formatos. Ficamos horas passeando e fotografando entre elas e sentindo todo aquele perfume singular.

E olha que sorte, conseguimos ir na melhor época do ano, a primavera. Por isso, acredito que aquilo ali estava mais lindo que o normal, não é possível hahaha.... Ôh sorte grande!!!

Há também o Jardim dos Poetas, onde se encontram esculturas de escritores famosos, como William Shakespeare, mas preferimos ficar só na parte das flores. Era muita beleza para apreciar em tão pouco tempo.

Saíndo do El Rosedal, eu listei Palermo como meu lugar no mundo (um dos...rsrs). Queria morar ali para sempre, mais um lugar para guardar na minha caixinha de delicadezas de lugares mágicos que conheci nesse mundão...

O sol estava muito quente e no caminho de volta, já cansadas com os pés gritando por socorro, mas felizes da vida =] pegamos os metrô, dessa vez não erramos hahahah. chegando no hostel, tomamos banho e saímos para jantar, minha vontade era dormir a noite toda, mas tínhamos combinado uma baladinha com as brasileiras.

Voltamos pro hostel, nos arrumamos, pegamos um táxi, seguimos para o hotel das palhaças (as brasileiras que conhecemos na noite do tango) e de lá fomos para a tal balada, chamada Terrazas del Este, ela fica perto do aeroporto Aeroparque e pelo o que ouvir, ela é bem famosa.

A amiga da palhacinha conseguiu VIP para gente, AMOOO esse tipo de gente hahahah.

O taxista se perdeu hahahahaha, mas o taxímetro não parava de rodar (tenho pavor de taxímetro), mas ele gentil que só, nós deu um big discount! =]

A balada era divida e quatro ambientes (aham!),  o primeiro que era assim que você entrava, tocava música internacional dessas que tocam em todo lugar do mundo. Logo acima, tinha um ambiente VIP, que somente os privilegiados entravam, não era muito grande, mas era VIP. hahaha
Saindo do primeiro ambiente, havia uma outra pista com música latina, aquele tipo de música que você não precisa morrer de amores, mas te dá vontade de dançar. Por fim, saindo do terceiro ambiente, havia uma parte externa, mais usada por fumantes hehehe, mas que também tinha música (não lembro o estilo) e acho que ali era a que dava vista  para um rio.

Nessa parte externa conhecemos um grupo de argentinos bem simpático, conversamos bastante e eles nos explicaram porquê gostam mais das brasileiras do que das argentinas (acho que era xaveco rsrs).

De volta a primeira pista (música internacional todo mundo conhece rs), conhecemos mais um grupo de argentinos, nesse tinha um que falava português, o Jose: moreno, alto, bonito e sensual. hahahahah S2

Gente, morri de amores pelos os argentinos, como disse no post anterior, antes da minha ida a Buenos Aires, eu era aquela típica brasileira que ODIAVA os hermanos, que pré-conceito bobo porque eles são fofos, educados e dão show de simpatia em muitos brasileiros.

Ficamos na balada até umas 3:00am e posso acrescentar que brasileira faz muito sucesso em terras argentinas, ganhamos a pulseirinha para o VIP para aquele lounge super exclusivo, mas que não tem nada demais só que é VIP hahaha.

Resolvemos ir embora porque no outro dia, todas nos iríamos acordar cedo.

Pegamos um táxi, deixamos as palhacinhas no hotel e seguimos para o nosso com vontade de quero morar em Buenos Aires para sempre...

ignorem o aviso hahah

Jardim Japonês

ahh que calmaria!




na pontezinha vermelha!

Arigato!

Esse é um painel de pedidos, eles dizem que quando o vento bate, leva seu pedido pelo ar e ele se realiza... mas para você colocar o seu pedido ai, precisa pagar ... hahahahaha

os cachorrinhos no um dos mil parques. s2

No El Rosedal

olhem isso...



imensidão de flores



me apaixonei....



olha que amor! isso era apenas uma parte.

uma visão panorâmica do El Rosedal

Vista de cima da ponte.


o clássico preto e branco kkkkk

amarelinha...

de todas as cores...


Na balada!

Palhacinhas!!!


O Jose não quis sair =/

na parte externa

acabei de achar essa no site da balada, tipo furo de reportagem kkkkkk

sábado, 6 de junho de 2015

Mi Buenos Aires Querido!

Ser au pair me proporcionou inúmeras coisas e intensificou muitas outras...
Eu sempre amei viajar, tenho uma certa inquietação em conhecer lugares novos, culturas diferentes, chega até ser chato, porque eu sinto que nasci para ficar viajando, mas como (ainda) não posso viver só do eu gosto hahahaha e também não nasci rica, preciso planejar de acordo com minha vida proletária. Triste realidade.

Antes mesmo de completar um ano no novo (agora não mais novo) emprego,  eu comecei a planejar minhas tão esperadas e merecidas férias. Queria algo na América do Sul, mas não exatamente no Brasil;
Foi aí,  num papo informal com uma amiga do trabalho, que decidímos viajar juntas para a cidade mais européia do Hemisfério Sul:  Buenos Aires.

Conseguimos pegar férias juntas e em Outubro estávamos nós, embarcando para a Europa da América Latina. hahahaha

Combinamos com um motorista que sempre presta serviço para a empresa do meu irmão, de nós buscar no aeroporto Ezeiza. E, assim que chegamos, lá estava ele, um senhor de poucas palavras, com uma plaquinha com nossos nomes nas mãos e, que por uns bons pesos (que dor no coração), nos deixou em frente ao nosso temporário lar.

Chegamos no hostel, (um prédio bem tradicional com uma pegada interna bem moderninha) fizemos check in, nos acomodamos e seguimos até a La Calle Florida para trocar nosso sagrado e suado dinheirinho. rs

A troca seria feita com um cambista autônomo, esses que ficam na rua, é meio assustador, confesso, mas é muito comum lá. Inclusive, a indicação foi de um cara que trabalha no hostel, ele disse que era seguro e para não nós preocuparmos.

Só precisa tomar cuidado porque assim como existem pessoas do bem, que te entregam o dinheiro direitinho, existem os pilantras mal intencionados, que entregam notas falsas ou com o câmbio inferior. Graças a Deus não tivemos problemas com nenhum dos cambista.

Com dinheiro em mãos, voltamos para o hostel, tomamos banho e decidimos dar uma voltinha pelas ruas centrais de Buenos Aires.
Passamos em frente ao Café Tortoni, que ficava na mesma rua do nosso hostel e resolvemos parar em uma sorveteria maravilhosaaaaa; o sorvete argentino é DI-VI-NO! Nossa, me dá água na boca só de lembrar. Se for a Buenos Aires, não cometa o pecado de não provar. kkkkk

No dia seguinte nossa agenda estava cheia de lugares para conhecermos, optamos por ficar na região central, que é conhecida como o microcentro empresarial da cidade e, conhecer todos os pontos turísticos de lá.

Começamos pela Avenida de Mayo, a avenida mais largar que já vi,  fizemos tudo a pé e foi ótimo porque deu para me infiltrar e entender como funciona a metrópole. De lá seguimos para a Avenida 9 de Julho, onde está localizado o Obelisco. 

Andar pelas ruas de BsAs foi demais, deu para sentir o real clima da cidade e também deu para admirar os argentinos mais de perto hahaha... Gente, eles são lindos. Vale cada passo dado. rs

Saímos do Obelisco, atravessamos a rua e fomos "exaltadas" por um grupo de torcedores que estavam em frente a um bar, comemorando a vitória do seu time (não vou lembrar o nome do time), a vergonha maior foi nossa, porque todo mundo parou para olhar o que estava acontecendo... E eram apenas nós, duas turistas inocentes apenas querendo conhecer a cidade hahahahahahaha #ShameOnUs #MomentoMeAchei hahaha

No meio do caminho para a Casa Rosada, paramos por curiosidade em uma galeria e entre algumas lojas, havia uma de turismo e uma brasileira que sacou na hora que também éramos brasileiras, nos abordou e nós levou até a loja. 
E, foi bem ali, que compramos nossos pacotes para o Show de Tango no Puerto Madero Tango e a visita no Zoológico de La Luja, super indico a agência e para quem quiser, posso passar o contato depois.

Seguimos então para a casa Rosada que é a sede do Poder Executivo e também é conhecida como Casa do Governo. É um dos edifícios mais simbólico da cidade e foi declarado como Patrimônio Histórico Nacional. 
Existe a possibilidade de fazer tour por dentro dela, mas como nosso tempo era curto, apenas a admiramos por fora.

Em frente a Casa Rosada, fica a Plaza de Mayo, a principal praça do centro da cidade. Ela foi o centro da vida política de Buenos Aires e seu nome comemora a Revolução de Maio.
Ao seu redor encontram-se vários dos principais monumentos da cidade, como a Catedral Metropolitana de Buenos Aires, a própria Casa Rosada, o Cabildo histórico, o edifício do Governo da cidade de Buenos Aires e a casa central do Banco Nación.

A fachada neoclássica da Catedral me instigou a entrar e a conhece-la por dentro; Eu adoro essas misturas de estilos arquitetônicos. 

Por dentro ela é lindamente neobarroca, e existem várias estátuas/esculturas históricas.
O padre estava rezando a missa e por todas as partes existiam pessoas, rezando, visitante, conhecendo, turistando... Tinha até um grupo escolar de crianças fazendo um tour pela a Arquidiocese. Antes de partir, a Delis (minha amiga) parou na lojinha para comprar algumas medalhinhas.

Depois dessa aula de história pura, nossa próxima parada era o Teatro Colón que é considerado a principal casa de ópera de Buenos Aires,e um dos cinco melhores teatros do mundo. Sente só rsrs...

O teatro é majestosamente lindo, eu adoraria passar horas assistindo óperas ou vendo alguma apresentação de dança ou teatral, mas o ingresso era meio salgado. =/
Ahhh, eles também oferecem tours, mas os horários não batiam com o nosso roteiro do dia. Então, seguimos de volta para o hostel porque precisávamos nos arrumar para o show de Tango.

Vale lembrar que fizemos tudo a pé... Tecnicamente é tudo perto, mas anda-se muito para ir de um ponto ao outro. =/

Chegando no hostel eu só tinha força para me jogar na cama, tirar uma soneca, meus pés gritavam por socorro hahahaha... Adormecemos e acordamos em cima da hora para nos arrumarmos. 

Quando estávamos quase prontas, o brazuca da agência me mandou mensagem falando que já estava em frente ao nosso hostel. Descemos correndo, fizemos o pagamento e (a gente tinha combinado de fazer os outros 50% do pagamento no hotel e ele levaria os ingressos para a gente até lá) voltamos para terminarmos de nos arrumar.
O motorista chegou pontualmente ás 19:30 e seguimos para buscar as outras pessoas. Quase todos brasileiros, quase todos atrasados hahahahahahahahahah.

Chegando em Puerto Madero, já nos encantamos com as luzes do lugar, é um porto (jura? hahaha) todo iluminado, coisa mai linda da vida.

Entramos na casa de show e um rapaz já nos guiou até os nossos lugares; não era em frente ao palco, onde seria a melhor localização, mas a gente conseguia ver tudo dali. Ótimo!

O garçom já nos entregou o cardápio e explicou como funcionava o jantar, pedimos um champagne e ficamos papeando até o show começar.
Ao nosso lado, sentaram três brasileiras que falavam muito alto hahahahah e chegou a me incomodar a importância que elas davam ao celular do que para ao show.... Resumindo? Viraram nossas amigas hahahahahahah trocamos contatos e saímos algumas noites para a balada. A velha estória de não julgar sem conhecer... opsss!!!

Conforme o jantar era servido, ia-se dando incio ao show... E como descrever aquela apresentação? É um SHOW mesmo, eu amei cada segundo... Eles contaram a história e evolução do Tango desde o início até os dias atuais. O show é espetacular, de deixar todos de bocas abertas, surreal!  Saímos de lá querendo dançar tango. Ahhh e o mais legal, depois do show eles oferecem uma aula de dança.... Mas a gente não quis ficar, porque já era muito tarde e no outro dia tínhamos que acordar cedo. Mas para quem vai com tempo, achei super interessante, e isso tudo estava incluso no pacote que compramos na agência de turismo.

Minhas observações sobre o pacote/show:

Parte ruim: 
- Você não pode escolher o lugar para sentar na hora de comprar ( pelo menos onde compramos) e o brasileiro não especificou o lugar que estávamos comprando, por sorte nosso lugar não era ruim.
- As mesas são muito próximas uma da outra (pelo menos a o pacote que compramos), dar pra ouvir toda conversa do coleguinha ao lado hahahaha

Parte Boa:
- O show em si é espetacular, recomendo um milhão de vezes
- Eles tiram fotos de você na mesa e você tem direito a uma cópia.
- Você ganha um CD do show no final.
- Você pode tirar foto com os dançarinos, claro que eles cobram por isso, mas é uma lembrança pra guardar pra sempre.
- O combo (transporte, show e  jantar)  está tudo incluso... E achei que valeu cada centavo.

De volta ao hotel só tínhamos forças para dormir, dormir e dormir...

Esse segundo dia, foi bem exaustivo, mas conseguimos conhecer praticamente todos os pontos turísticos do roteiro.

Algumas observações sobre nosso segundo (quase primeiro rs) dia na Argentina:

- As argentinas não usam saias: percebi porque eu estava de saia (não era curta, juro) e por onde a gente passava, todos olhavam hahahha
- Eles sabem identificar uma turista de longe hahahha
- Argentinos são bonitos e simpáticos sim (totally in love)
- O clima de lá é maravilhoso
- Eles amam The Beatles, eu ficava tão feliz em andar pelas ruas e ouvir Beatles por toda parte s2
- A cidade é uma graça!


Hora das fotos:

Primeira noite pelas ruas de Buenos Aires


com o melhor sorvete de doce de leite do mundoooo


Turistando ...


amo essas banquinhas lindas de flores


na praça fofa que ficava na esquina do hostel.


Obelisco de segundo plano rs


.
A tal Casa Rosa


A igreja por dentro, bobiei e não tirei foto por fora, só a minha amiga, mas ainda não peguei com ela hehehe 


não me lembro muito bem, acho que era o túmulo de um soldado 


Delis na parte exterior do Teatro Colón


Em Puerto Madero, a foto não ajudou, mas a vista é linda


Esperando o show começar....


Delis fazendo a fina hahah


Empanadas Argentinas, APROVADAS!


Aiii esse churisco com papas, OMG!


 
Me achando a dançarina de Tango... (foto da foto, ao vivo tá melhor hahah)


com as brasileiras, as palhaças hahaha



Continua....

segunda-feira, 16 de março de 2015

2 anos de Brasil!? WHAT?

Já dizia nosso muso-poeta Cazuza: " o tempo não para" e, ás vezes, a sensação é que ele voa...

Paro para pensar e vejo que dois anos já se passaram, desde que eu voltei dos Estados Unidos. :O
Dessa vez a sensação é diferente, antes eu sentia que tinha acabado de voltar para o Brasil, agora sinto que faz muuuuuito tempo que estive nos EUA;  É muito estranho de explicar.

Acho que pelo o fato de ter acontecido muuuita coisa nesses dois anos, a sensação de tempo parece maior. Sei la, pode ser que eu esteja falando um monte de asneira. Relembrando aquele 2011-2012, toda nostálgica, cheia de memória (e pleonasmo rs). Ai que delícia!

Mas o que aconteceu nesse tempo todo?

A vida do lado de cá da linha do equador, tende a ser mais rotineira (estou falando por mim). 
Quando eu me readaptei ao meu país, quando eu aceitei me readaptar, tudo ficou  mais fácil, e as coisas fluíram naturalmente.

Comecei a trabalhar 6 meses depois da minha volta ao Brasil e  isso foi a melhor coisa que eu fiz; ocupar meu tempo, não ter tempo ocioso para pensar em besteira hahaha.; conhecer gente nova, respirar novos ares; Tudo isso é extremamente importante e necessário para nos colocarmos de volta ao tal do "mundo real". Aquela coisa de "agora é para valer", chega de brincar.
Mas, tudo isso, tem que acontecer no período certo e esse período varia muito de pessoa para a pessoa.

Eu sentia que ia ter um treco se não começasse a trabalhar logo. Dai, pronto, comecei e foi ótimo.
Trabalhar para mim foi extramente importante, me fez sentir novamente parte da sociedade, do mundo de verdade, a sensação era que eu estava de novo no eixo que sempre pertenci.

Foi então que eu percebi que tudo estava 100%  normal, quando as reclamações começaram a aparecer (sou maria reclamona). Eu reclamo de tudo, mesmo, de propósito. Gosto de atenção! hahaha.
No meu primeiro ano de volta ao Brasil, meu Deus, que belezinha que eu era, feliz da vida, total na síndrome de Pollyana, não reclamava de nada, só via o lado bom das coisas hahhahahahahhaha.

Quando começou a incomodar, foi quando dei conta que eu estava de volta ao meu eu lírico brasiliense hahahah. Reclamar da comida, do trânsito, acordar de mau humor (sou expert nisso), reclamar das filas, reclamar, reclamar, reclamar, prazer, thalita. hahahahaha...

Engraçado parar para pensar no ciclo da vida, como as coisas acontecem no dia a dia; a rotina meio que nos cega e a gente acaba deixando as pequenas coisas passarem quase que despercebidas.

Bom, então sobre voltar ao Brasil e o medo de não se readaptar: done.

Agora sobre host families:

Não tenho tanto contato com as minhas host families, a da Califórnia, eles são super ocupados (sempre foram), trocamos alguns e-mails, tentamos alguns skype's, mas nada demais... Outro dia minha host inventou um chat pelo facebook com todas as aupairs, achei engraçado ver todas as aupairs, cada uma dando seu depoimento de como eram as minhas kids quando cada uma cuidava delas. Morri de ciúmes, eu sempre tive ciúmes das "outras" au pairs, odiava quando alguém lá na casa comentava algo delas hahahahahahahahah
O chat continua ativo, mas a conversa esfriou um pouco.

A family de Maryland, nossa, troquei alguns e-mails quando voltei, minha host contava como a Kacy sentia minha falta e como foi bom me ter por aqueles 3 meses; me falava um pouco da rotina deles e chegou a mandar algumas fotos, depois sumiu! Eu tambem sumi, confesso, mas mantive o contato com a Kacy pelo o cel, ela tem iphone e a gente já fez vários facetimes e bate papo por i-message, ela sempre me manda fotos do Robbie, das amigas e dela. Eu me derreto toda quando vejo que chegou algo novo dela. =)

O tempo é mesmo engraçado, né? Eu sinto saudades deles todos e, ás vezes, até da rotina (sim, eu sinto!); sinto saudades de todos os momentos e principalmente da Califórnia, sinto MUITA saudades de lá, mas depois passa, como tudo na vida. Dai, ficam só as lembranças...

Vez ou outra, me pego fuçando nas fotos/videos do meu ano de au pair. É tão gostoso rever tudo, aguçar a memória, me "teletransportar" para o passado.
Eu tenho uma playlist de música que fiz quando ainda estava nos EUA, que é a playlist do meu intercâmbio, agora um pouco mais atualizada, mas é tão engraçado, cada música tem um estória, uma lembrança. Gosto de ouvi-la enquanto fuço nas fotos, é um complemento perfeito e dependendo da música, da foto ou da TPM rsrs, me pego chorando, mas de alegria tá? hahahaha ...
Alegria de ter vivido tudo isso. =)